Nos dias 7 e 8 de fevereiro ocorreu o I Simpósio de Relações Intermicronacionais da UNAM (União das Nações Americanas Micronacional), o evento ocorreu em Porto Alegre no Sacro Reino de Piratiní.

Com a participação de 34 micronacionalistas que representaram mais de 8 micronações ativas na atualidade.

Sua Alteza Elvis Mendonça e Oliveira Al Feres que é Príncipe de Piratiní e Duque de Farroupilha recepcionou todos os convidados e autoridades do hobby.

Sua Majestade Real o Kfah Abbas I dos escorvaneses representando o Oriente na lusofonia saudou todos os envolvidos.“Sejam todos muito bem-vindos à Porto Alegre, segunda Província de Piratiní!
Obrigado a todos pela presença no 1º Simpósio sobre relações exteriores da UNAM.
Em nome de SMR Dom Celso de Piratiní, que lamentavelmente se fará ausente por motivos de doença macro, mas estará acompanhando, em nome de Sua Majestade Real, dou aberto o Simpósio!”
  Sua Alteza Elvis Mendonça e Oliveira Al Feres

“É com grande alegria que participo deste primeiro Simpósio nas terras de Piratiní, e com toda certeza acredito que será proveitoso aos participantes e palestrantes. O Reino da Escorvânia incentiva boas práticas nas Relações Intermicronacionais e mantém cooperação com parceiros importantíssimos no cenário lusófono.
Nestes dois dias devemos aumentar nosso network e sairemos de Porto Alegre com grandes avanços e novas ideias.
Estarei abordando um tema necessário atualmente, o comércio e negociação nas Relações Intermicronacionais, e conto com a presença de todos nesta palestra.
Estou feliz por encontrar micronacionalistas renomados e que possuem um espírito empreendedor neste Simpósio’”.
 SMR Abbas I da Escorvânia

Notamos na abertura do Simpósio representando os escorvaneses Sua Excelência Ahava Al Khalil, Ministra do Turismo e Sua Excelência Abdallah Al Hussein que é Ministro dos Direitos Humanos.

O Reino Unido de Brigância e Afrikanda  foi representado belissimamente por Sua Majestade o Oba Emerson dos brigantes, também autoridades do Império Alemão, Reino da Itália, Reino Unido de Pathros, Império da França, Império Bizantino, União dos Estados da Platina, Reino de Gastón, TerraNova e  Principado de Maryen foram destaques em Porto Alegre.

Sua Majestade Celso de Piratiní mesmo com uma forte gripe fez um esforço e chegou no evento para agradecer todos os palestrantes e participantes.

“Ainda enfermo, saúdo a todos e agradeço em nome da UNAM pela participação e esperamos que todos possam contribuir para o crescimento de nosso hobby, meu filho o Príncipe Elvis de Piratiní já deu por abertos os trabalhos deste simpósio e por isso colocamos o espaço a disposição dos Palestrantes para que possam postar seu material para apreciação de todos.”  Sua Majestade Celso de Piratiní

O Premier do Reino da Itália Sua Alteza Neimar Bionaz comentou sobre a necessidade de contribuirmos pacificamente nas relações Internacionais.

“A experiência que tive na Chancelaria Real Italiana, ajudou-me a compreender melhor o mundo da diplomacia, que tempos atrás eu até tinha medo, pois os “egos” às vezes me diziam pra não me meter com isso, pois às vezes parece ser um ambiente muito temeroso. Também não gostava nem da ideia de ser padre da igreja micro, por achar que com a fé das pessoas não se brinca, não se “xinga” (pois é o que eu assistia nos bastidores). Quem vai querer se incomodar e ser mal visto? Mas, aprendi a ver o micromundo com outros olhos, os olhos das possibilidades, os olhos do dinamismo que este maravilhoso hobbie possui. Resolvi fazer a diferença e às vezes tapar meus ouvidos às más influências e pessoas desnecessárias, fazendo a minha parte, mostrando que podemos ser e fazer micronacionalismo de qualidade. Bom micronacionalismo e seu, é também o meu, é o nosso, se fazemos o que deve ser feito.

Sendo religioso (também macro), vou sempre apoiar iniciativas pela paz no micromundo. Tem aqueles que dirão, que o “padreco” aqui é ingénuo, que o micromundo precisa de uma “briguinha” ou outra por aí… bem, sou insistente e peço, conclamo todos para nos irmanarmos pela paz e respeito. Diante de sinais de ódio, até por ser um ambiente virtual onde é fácil se esconder atrás de uma personalidade inventada, sei que podemos fazer diferente e fomentarmos a paz. Parece alo chato, pedante, mas é do que mais precisamos: saber conviver, saber viver em paz, saber respeitar e ser respeitado”  S.A. Neimar Bionaz

Durante a participação do representante italiano, manifestaram-se os monarcas, Sua Majestade o Oba Emerson de Brigância, Sua Majestade Celso de Piratiní e Sua Majestade o Kfah Abbas I da Escorvânia.

“Comungo da mesma opinião, e acho que se todos pudessem opinar pensando desta forma, poderíamos realmente fazer do Micronacionalismo Lusófono algo muito grande, pois só fortalecendo o hobby é que poderemos ter projetos consistentes, e para isso a paz entre as Micronações deveria ser primordial para que juntos possamos aprender mais sobre o micronacionalismo.” SMR Celso de Piratiní

“Não deseja um servo, a serviço do bem, ser loquaz e rebuscado. Apenas a veracidade e as boas intenções de Vossa Excelência Reverendíssima  já nos fazem mais sensíveis para relações diplomáticas mais humanas.” SMR o Oba Emerson de Brigância

“Admiro Vosso trabalho nas Relações Intermicronacionais da Itália, Micronação exemplo de diplomacia e pacificação na lusofonia.” SMR Abbas I da Escorvânia

“Há tempos venho percebendo que a diplomacia vem sendo utilizada como forma de barganha no micronacionalismo. “Eu te reconheço se você manter distancia de tal micronação” ou “Se você assinar tal acordo nosso reconhecimento estará ameaçado porque micro x não gosta de nós”. Reconhecimentos não são dados e até tratados são desfeitos seguindo essa ideia de barganha.O Príncipe Soberano de Maryen criticou duramente micronações ou indivíduos que usam da diplomacia para realizar certas “ barganhas” no mundico.

Esse tipo de prática bota em cheque a seriedade diplomática micronacional. Igualmente, o ato de reconhecer micronações sem qualquer qualidade ou compromisso com a seriedade. Não estou julgando ninguém, mas este ato (de reconhecer micronações sem qualidade) só dá oxigênio para que essas micronações se espalhem.

Devemos manter nossa política diplomática centrada na seriedade e no respeito aos tratados que são assinados. Devemos levar adiante os acordos que decidimos fazer entre micronações amigas. Devemos reconhecer micronações que mereçam serem reconhecidas, que mostrem seriedade e respeito pela prática micronacional.

Temos que mudar o cenário da diplomacia micronacional para que ela se torne mais séria. Respeitemos nossos acordos, façamos com que eles deem frutos que nos orgulhemos de colher no futuro. Assinar acordos somente por assinar deve ser uma prática a ser deixada de lado. Teremos ainda mais força se trabalharmos juntos e a diplomacia pode ser o grande imã entre as nações.” Sua Alteza Soberana Thomas de Maryen

O Império da França comentou sobre  a importância dos Tratados e acordos na lusofonia, Sua Alteza o Príncipe Imperial  Louis Charles  Orleans Umbrio Maclogos Pelegrini demonstrou a visão francesa sobre o respeito e dignidade dentro da lusofonia.

Sua Majestade Imperial Francisco  I Alexandre do Império Bizantino convidou todos os  participantes a refletirem sobre o trabalho de um embaixador.

“E mesmo considerando que a UNAM e a Liga das Micronações possuem aspectos internos que podem ser melhorados, não deixo de considerá-las um espaço para cooperação que orienta a humanidade a um futuro mais próspero.”  Sua Majestade Imperial Francisco  I Alexandre

SEGUNDO DIA DO SIMPÓSIO

No dia 8 de fevereiro o micronacinalista Felow Darcy de TerraNova representou sua Micronação demonstrando a visão inovadora de um projeto lusófono.

“E que o apreço às pluralidades esteja acima de qualquer iniciativa e que estes sirvam de base para construir tratados e convenções e ao mesmo tempo, anular determinados acordos quando não cumpridos ou na medida que não atingem seus princípios e objetivos.
Penso que somos capazes de fazer discursos lindos e muito bem elaborados que serão aplaudidos por todos. Quando sairmos pela porta deste Simpósio as luzes serão apagadas e os problemas seguirão. Não podemos deixar as palavras ficarem sepultadas para trás. Proponho então, que se faça um movimento de aglutinação de micronações interessadas e dispostas a elaborar este código deontológico assumido pelos chefes de Estado, autoridades nacionais e agentes diplomáticos.”
 Felow Darcy de TerraNova

 Sua Majestade o Kfah Abbas I da Escorvânia apresentou uma palestra denominada “Comércio e negociação nas Relações Intermicronacionais”, e disponibilizou o material em PDF aos participantes, futuramente também deverá estar disponível na Biblioteca de Raiab.

“Durante minha experiência micronacional na lusofonia que se iniciou no ano de 2009 notei deficiências que encontramos também em nossa vida macro. Uma delas foi à falta de conhecimento que alguns praticantes do hobby possuíam sobre tradição, cultura, costumes e relações de negociação com outras Micronações. Quando é tratado o termo “negociação” podemos entender como algo usado tanto na economia micronacional, bem como nas relações intermicronacionais. É importante ressaltar que os Negócios Intermicronacionais são focados na abordagem comercial entre Micronações, mas em certo momento também fazem parte das Relações Intermicronacionais.” SMR Abbas I da Escorvânia

“Conhecer antes de iniciar trabalhos diplomáticos, valorizar a cultura alheia. Já rompi com um chefe de Estado por esse não querer enfrentar os trâmites burocráticos e os protocolos de visita do Reino de Brigância. Querer fazer tudo rapidinho, às coxas, informalmente, é um sinal de desleixo e te ajuda a desrespeitar as tradições alheias.” SMR Oba Emerson de Brigância

“Para mantermos relações intermicronacionais duradouras devemos conhecer nossos parceiros, ou todo o esforço diplomático feito para trazer benefícios a ambos é jogado ao vento. O ano de 2018 na lusofonia presenteia todos com Micronações de origem americana, oriental, europeia e africana. Mesmo sua maioria sendo de origem macro lusófona, existem particularidades em cada cidadão destas Micronações. Demonstrar conhecimento sobre a tradição e história de determinada Micronação, mesmo que pouco, deixa seu futuro parceiro honrado, e contará muitos pontos na mesa de negociação.” SMR Abbas I

O Império Alemão foi representado pelo micronacionalista Fernando H. Cardozo que defendeu o direito de expressão e pensamentos diferentes na lusofonia.

“A contradição de ideias não pode ser encarada como uma afronta pessoal. Quem está na chuva precisa estar pronto para se molhar, mas tal não equivale dizer que simplesmente contrairá uma pneumonia letal pela simples exposição à uma garoa. E as relações exteriores têm perdido muito significado por infantilizarmos a diplomacia tornado-a em um mero sectarismo de amiguinhos. Devemos resgatá-las e sem demagogia.” Fernando H. Cardozo

O evento ocorreu maravilhosamente durante os dois dias e foi finalizado com a presença de Sua Alteza Real Arthur Maclogos Pelegrini do Reino Unido de Pathros, que disponibilizou um material em PDF sobre “Direito Microinternacional”.

O Jornal Al Hussein congratula todos os participantes do  I Simpósio de Relações Intermicronacionais da UNAM, que demonstraram respeito com a lusofonia.

Fonte: http://jornalhussein.blogspot.pt/

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